"O socialismo é o tipo de coisa fácil de engolir mas difícil de cuspir"
Arkady Belinkov - escrito para o Pen Club
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O ILUMINADO BOTOU FALADURA...
«O défice orçamental português aumentou por uma boa razão: para responder à crise»
Vexa. revela-se na sua Portugalidade ora vejamos um caso académico :
«Querida, fui despedido. Aproveitei enquanto tinha crédito e no caminho para casa comprei-te um anel e para te levar a jantar ao Gambrinus, passei pela BMW e escolhi um cabriolet vermelho mas foi por uma boa razão : é que já que vou ter de dar um tiro na cabeça pelo menos parto em grande estilo !»
Vexa. revela-se na sua Portugalidade ora vejamos um caso académico :
«Querida, fui despedido. Aproveitei enquanto tinha crédito e no caminho para casa comprei-te um anel e para te levar a jantar ao Gambrinus, passei pela BMW e escolhi um cabriolet vermelho mas foi por uma boa razão : é que já que vou ter de dar um tiro na cabeça pelo menos parto em grande estilo !»
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
31 DE JANEIRO DE 1891

Passaram ontem 119 anos da data do golpe revolucionário republicano que opôs algumas centenas de revoltosos liderados por sargentos e cabos do exército às forças da coroa Portuguesa numa tentativa de instaurar a república em Portugal.
Há quem defenda que tal revolta se deveu em grande parte à questão do mapa cor de rosa e às pretensões da coroa de anexar os territórios situados na zona intermédia entre a costa do Atlântico e do Índico de Angola a Moçambique, as quais falharam redondamente resultando num ultimato por parte dos Ingleses a entregarem os territórios anexados sob pena de corte de relações e possivelmente conflito armado.
A meu ver a questão do ultimatum foi uma falsa questão, no fundo foi uma tentativa de empolar a rebelião transformando, à imagem do 25 de Abril de 74, uma revolta cuja verdadeira índole era uma questão de promoção na carreira dos quadros médios do exército, numa revolta nacional com o intuito de instaurar a república por motivos mais altruístas.
Na verdade, o Partido Republicano tinha a sua força em Lisboa, era aí que se sediavam a carbonária e a maçonaria e eram aí que nasciam todos os focos de revolta, aliás foi aí que se perpretou o reigicídio, a norte, a república nunca reuniu uma simpatia bastante para capitalizar um golpe com consequêncis tão drásticas e para mais na sequência de um ultimato Inglês, povo com que o norte de Portugal sempre manteve relações comerciais pela simples razão de que eram Ingleses a maioria dos interesses na produção e comercialização do vinho do Porto aliás Basílio Teles referíu-se ao Porto como uma "feitoria Inglesa".
Mesmo após a instauração da república, foi sempre a partir do norte que Paiva Couceiro investiu com o intuíto da restauração da monarquia, foi no Minho que se deu a revolta da Maria da Fonte com o rastilho das reformas de Costa Cabral numa população claramente miguelista e partidária do seu absolutismo.
Quais foram então as razões que levaram à revolta em 31 de Janeiro ?
O Porto como aliás é sabido, é liberal desde à muito tempo, na guerra civíl, o Porto resistiu sob a forma de cerco às tropas absolutistas de D Miguel lutando ao lado de D Pedro IV e a monarquia liberal que se vivía no fim do sec. XIX enquadrava-se perfeitamente no modo de vida da cidade.
O Porto desde sempre foi também um alvo apetecível para legitimar todas as pretenções de revolta em Portugal, aliás foi no Porto que se deram os maiores passos na luta contra a tirania em particular nesse tempo :
- Foi assim em 1820, para expulsar os ingleses e obrigar a corte a voltar do Brasil.
- Foi assim em 1826 para proclamar a Carta Constitucional.
- Foi assim 1833-4, quando se expulsou D. Miguel.
- Foi assim em 1836, quando se fez a revolução de Setembro.
- Foi assim em 1846, quando se deitou a terra o Cabralismo.
Participaram nesta revolta reza a história três oficiais speriores do exército, o capitão Leitão, o tenente Coelho e o alferes Malheiro, a revolta foi essencialmente perpretada por cabos e sargentos, aliás, desde 1911 que 31 de Janeiro é declarado o dia do sargento. Os motivos são os clássicos, melhores salários e melhores condiçoes na progressão das carreiras, os sargentos acreditavam que só pela via da revolução poderia ser terminada a monarquia, e com ela todos os previlégios que parecia que não eram extensíveis a todos os cidadãos portugueses de todas as classes.
Há que destacar alguns factos de grande importância histórica do 31 de Janeiro, foi a revolta do Porto que deu as cores da república à bandeira Portuguesa, o vermelho e o verde eram as cores do centro republicano federal do Porto, e foi com esse esquema cromático que a primeira bandeira republicana Portuguesa foi asteada na câmara municipal da cidade. Foi sob estas cores que no Porto morreram os primeiros combatentes pela causa e foi causa bastante para serem estas as cores adoptadas para figurarem na bandeira do país no pós 1910.
Foi também com o 31 de Janeiro que foi indicado o caminho a seguir pelos republicanos, com a revolta ficou patente que nunca pelo sufrágio ou pelo evolucionismo se poría fim à monarquia, foi com esta fractura que se ensaiou o caminho para o 5 de Outubro.
Foi também ao som da "Portuguesa" mas na sua versão original "contra os Bretões marchar, marchar" que as tropas revoltosas iniciaram a sua luta sendo daí que tenha partido a adopção da música que mais tarde se viria a tornar no hino da pátria.
Foi no final uma revolta útil que embora tenha iniciado como uma espécie de golpe sindical armado serviu de exemplo para fazer saír dos gabinetes para a rua os pensadores da república.
No meu ver, este caminho para o fim da monarquia só ficou manchado pelo reigicídio e pela brutalidade presente no acto; no fundo serviu para legitimar um movimento que se viría a revelar despótico e anarca às mãos de Afonso Costa por mais de vinte anos numa sucessão de governos, crises e golpes de estado, tendo como os seus episódios mais negros a entrada de Portugal na grande guerra e o assassinato de Sidónio Pais, culminando no Estado Novo de Oliveira Salazar.
REALMENTE PARECE QUE NÃO HÁ PETRÓLEO NO PORTO
De regresso às vitórias e de forma folgada, 4-1 na Choupana não parece deixar muitas dúvidas, o Porto parece insistir em dar uma no cravo e outra na ferradura.
Se numa primeira fase vendemos o Lucho, numa segunda insistimos em não fazer regressar o Ibson realçando o que parece ser a teimosia do professor Jesualdo; ao invés fomos ao mercado Argentino comprar o Veleri para fazer uns parcos minutos na liga na esperança de vir a dar jogador um dia quem sabe...
Em jeito de remendo lá fomos ao mercado de inverno que é como quem diz, fizemos merda nas contratações mas só quem não faz é que não tem que se lhe aponte diz o povo na sua imensa sabedoria, salve-se a mestria com que escolhemos o peixe e que peixe meus senhores, um jovem madeirense com um nome um tanto ou quanto pimba mas que joga de cabeça levantada e tem um poder de passe que de si já faz meio golo, claro que falo de Ruben Micael.
Tudo isto na senda de umas declarações do nosso grande presidente (NGP) a realçar o facto de não haver petróleo no Dragão; tudo bem, a gente até que aceita que não se gaste aquilo que não se tem, isso é mais para os lados do Colombo e do Lidl nas cercanias da segunda circular mas qual não é o espanto que não só é anunciada a contratação do médio do Nacional que pôs uma Europa de olhos em bico como também é anunciada a contratação do gladiador brasileiro de seu nome Kléber que após uns anos de gládio no gelo de Kiev e no calor do Brasil, foi contratado para se gladiar pela invicta cidade do Porto ao serviço do FCP.
Quem não se sente não é filho de boa gente e face a tal agressividade de contratações com claro dedo do NGP, contrariando uma vontade responsável de gerir o clube, na senda do que nos habituou o nosso administrador da SAD o Dr. Fernando Gomes, a demissão foi o corolário óbvio de quem se sentiu desautorizado nas suas funções e desde já pode contar com a minha inteira solidariedade.
O Porto para mim é para durar pelo menos mais 100 anos e perder o penta é uma pequena mancha na grande carreira do NGP, mancha essa que eu como portista preferia à de ter de perder os serviços de Fernando Gomes à frente dos destinos administrativos do clube com maior sucesso financeiro em Portugal.
É certo que se Fernando Gomes administra quem vende é Pinto da Costa, ou pelo menos a estrutura que ele criou à sua imagem e foram as vendas que catapultaram o Porto para o estrelato onde ele orgulhosamente se enquadra neste mundo do futebol.
O que me deixou triste foi a teimosia do NGP, que optou por um caminho de confronto utilizando as armas do Benfica ao invés de racional e tranquilamente deixar as coisas acontecer, se perdêssemos o campeonato paciência outras vitórias viriam, a estabilidade financeira do clube e da SAD são o garante de um futuro risonho com muitas primaveras ao passo que contratações em catadupa só adiam essa tão almejada independência financeira de bancos e de vendas prematuras dos nossos melhores jogadores.
Largos dias tem 100 anos como ele aliás um dia escreveu e é mais importante a estrutura do clube que a contratação de um craque que a gente nem sequer sabe ainda se é craque. Fernando Gomes já todos sabíamos que era craque e as mazelas que esta pequena guerra deixou mais grave que serem efémeras pois o craque afinal regressou ao Brasil de onde nunca devia ter saído, é serem orgânicas pois fica a faltar um dos mais importantes membros do corpo que tornou possível o sucesso do clube nos últimos anos.
Pinto da Costa continuará a ser o meu presidente mas tenho que deixar aqui o meu lamento por um acto que penso ter sido de teimosia e que prejudicou mais o clube do que o benefício que eventualmente traria.
Se numa primeira fase vendemos o Lucho, numa segunda insistimos em não fazer regressar o Ibson realçando o que parece ser a teimosia do professor Jesualdo; ao invés fomos ao mercado Argentino comprar o Veleri para fazer uns parcos minutos na liga na esperança de vir a dar jogador um dia quem sabe...
Em jeito de remendo lá fomos ao mercado de inverno que é como quem diz, fizemos merda nas contratações mas só quem não faz é que não tem que se lhe aponte diz o povo na sua imensa sabedoria, salve-se a mestria com que escolhemos o peixe e que peixe meus senhores, um jovem madeirense com um nome um tanto ou quanto pimba mas que joga de cabeça levantada e tem um poder de passe que de si já faz meio golo, claro que falo de Ruben Micael.
Tudo isto na senda de umas declarações do nosso grande presidente (NGP) a realçar o facto de não haver petróleo no Dragão; tudo bem, a gente até que aceita que não se gaste aquilo que não se tem, isso é mais para os lados do Colombo e do Lidl nas cercanias da segunda circular mas qual não é o espanto que não só é anunciada a contratação do médio do Nacional que pôs uma Europa de olhos em bico como também é anunciada a contratação do gladiador brasileiro de seu nome Kléber que após uns anos de gládio no gelo de Kiev e no calor do Brasil, foi contratado para se gladiar pela invicta cidade do Porto ao serviço do FCP.
Quem não se sente não é filho de boa gente e face a tal agressividade de contratações com claro dedo do NGP, contrariando uma vontade responsável de gerir o clube, na senda do que nos habituou o nosso administrador da SAD o Dr. Fernando Gomes, a demissão foi o corolário óbvio de quem se sentiu desautorizado nas suas funções e desde já pode contar com a minha inteira solidariedade.
O Porto para mim é para durar pelo menos mais 100 anos e perder o penta é uma pequena mancha na grande carreira do NGP, mancha essa que eu como portista preferia à de ter de perder os serviços de Fernando Gomes à frente dos destinos administrativos do clube com maior sucesso financeiro em Portugal.
É certo que se Fernando Gomes administra quem vende é Pinto da Costa, ou pelo menos a estrutura que ele criou à sua imagem e foram as vendas que catapultaram o Porto para o estrelato onde ele orgulhosamente se enquadra neste mundo do futebol.
O que me deixou triste foi a teimosia do NGP, que optou por um caminho de confronto utilizando as armas do Benfica ao invés de racional e tranquilamente deixar as coisas acontecer, se perdêssemos o campeonato paciência outras vitórias viriam, a estabilidade financeira do clube e da SAD são o garante de um futuro risonho com muitas primaveras ao passo que contratações em catadupa só adiam essa tão almejada independência financeira de bancos e de vendas prematuras dos nossos melhores jogadores.
Largos dias tem 100 anos como ele aliás um dia escreveu e é mais importante a estrutura do clube que a contratação de um craque que a gente nem sequer sabe ainda se é craque. Fernando Gomes já todos sabíamos que era craque e as mazelas que esta pequena guerra deixou mais grave que serem efémeras pois o craque afinal regressou ao Brasil de onde nunca devia ter saído, é serem orgânicas pois fica a faltar um dos mais importantes membros do corpo que tornou possível o sucesso do clube nos últimos anos.
Pinto da Costa continuará a ser o meu presidente mas tenho que deixar aqui o meu lamento por um acto que penso ter sido de teimosia e que prejudicou mais o clube do que o benefício que eventualmente traria.
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