sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE II

D. SANCHO I



Foi aclamado Rei a 1154 por ser o sucessor natural de Afonso I, visto o seu irmão mais velho
D. Henrique ter morrido ainda jovem.

Sancho I notabilizou-se pelo seu trabalho na organização do Reino, fixando núcleos populacionais e organizando-os em concelhos, repovoou lugares desertificados pela guerra, restaurou castelos, atraiu colonos estrangeiros e desenvolveu ordens militares.

Ficou conhecido por fundar as cidades da Guarda, Bragança, Covilhã, Gouveia e Viseu, povoando-as com gente provinda de outros Reinos, nomeadamente da Flandres.

Nesse tempo, seguiam ainda as lutas do Reino com Castela e Leão pelo facto da Santa Sé ainda não ter reconhecido oficialmente o Reino de Portugal carecendo por isso o país de legitimidade, embora D Afonso I, pai de D Sancho, fosse reconhecido como monarca pelo Rei de Castela.

De forma a estabelecer uma aliança que apoiasse o Reino nas suas guerras com os Reinos vizinhos, vem a casar D Sancho I com D Dulce de Aragão, agregando assim o apoio do Reino às suas forças visto Aragão ser enimigo de Castela.

D Sancho estabeleceu como capital do Reino a cidade de Coimbra e conquistou Alcacer em 1158 que viría a perder em 1161 e Silves em 1189 erguendo aí um castelo mas foi uma vitória efémera visto o castelo ter sido pouco depois tomado pelos Mouros em 1190.

CRISE, QUAL CRISE ?

FONTE : 31 da armada

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

QUO VADIS PORTUGAL ?

Será que afinal a Terra é plana ?

Se sim, será que ainda estamos longe ?

Miguel Sousa Tavares teve o privilégio de receber o engº-mor-do-Reino como estrela do seu debutante programa de televisão na SIC onde teve o privilégio de "in loco" verificar se a teoria de Aristóteles sobre a curvilinearidade da Terra de facto correspondia à realidade, não só penso que caiu por terra a teoria do distinto filósofo como pressinto que não andarão muito distantes os confins do nosso planeta azul.

Uma nota positiva para o inequívoco apoio demonstrado pelo engenheiro à resolução da triste sina com que foi assolado o povo Madeirense, não só se disponibilizou para accionar o fundo de solidariedade Europeu, como também anunciou apoios para os comerciantes da baixa, apoio na reconstrução das infraestruturas e uma temporária pedra sobre o tema do endividamento do arquipélago que neste momento necessita de tudo e muito rapidamente.

Daqui para baixo, foi só seguir a corrente atlântica em direcção às fisgas que marcam o destino traçado do abismo.

No caso Figo-gate, o engenheiro referiu o "apoio livre e generoso" dado pelo futebolista à sua campanha, sendo que não teve meios para explicar a "coincidência" do apoio ter sido preclarado numa manhã, horas antes da assinatura de um contrato de verbas surrealistas para quem se propõe fazer um vídeo de poucos minutos ! Será caso para dizer, não fosse receber apenas "metade da mercadoria" pagar é só no fim...

No caso TVI-gate, o engenheiro demarcou-se da intenção de Armando Vara de "limpar o gajo" referindo-se a Moniz quando era director de informação da TVI, demarcou-se também das declarações do seu delfim, Rui Pedro Soares quando o mesmo disse "o Sócrates quer que seja a PT a comprar a TVI". Nestes dias em que quando o telefone toca há sempre dois que atendem, tentou o engº fazer passar por tolos os escutados, retorquindo que "não sabia de nada" mesmo quando uma catrefada de escutas provam o oposto, mais sibilino ainda é o PGR e o STJ não terem encontrado indícios de crime nas mesmas !!!! Quereis ver que neste país 9.999.998 pessoas tiraram o curso de direito e tinha que calhar logo a estes dois que não tiraram, o ónus de decidir sobre a existência de indícios de crime nas mesmas ?
Ainda no mesmo ponto, foi explicada a meritocracia com que Rui Pedro Soares (RPS) foi integrado nos quadros da PT :

Pois é, a "PT seleccionou o RPS para director numa entrevista" !!!! Até aposto que foi assim, pediram alguém para paquete, o anúncio foi colocado no Jornal de Notícias, no dia da entrevista quando descobriram que o jovem prodígio tocava piano e falava Francês ficaram tão impressionados que o cargo de director não mais fugiu !

E esta heim !

Disse o engenheiro-mor-do-Reino, engenheiro-entre-os-engenheiros e engenheiro-por-todos-os-lados a seguinte frase basilar : "as democracias são os únicos regimes no mundo que preservam a vida privada".

Quem fala assim não é gago ! Para o Sr. engº só se pode escutar quando há indício de crime; claro que o facto de a maior empresa portuguesa que tem capital do estado tentar comprar a estação de televisão com maior audiência e ainda por cima que "não faz jornalismo mas faz política" não pode constituir indício de crime, crime era continuarem com o Jornal de 6ª com a Srª Moura Guedes isso é que era crime, sempre a dizer mal do sr. engº... Não há direito !

E depois veio a parte económica, a tal onde residia ainda uma réstia de esperança sobre a curvatura da Terra...

Fala de crise internacional, esquecendo-se que estava ela muito distante já nós éramos veteranos na nobre arte de viver em crise; claro que falar dos outros dá jeito, diz que vem lá de fora, que há quem esteja pior...

O que é certo é que reformar onde é preciso... nada ! As despezas sociais continuam a mergulhar o país num poço sem fundo e a criar uma classe de subsidio-dependentes; as empresas de cada vez são mais taxadas e menos competitivas, exportar vai se tornando uma miragem cada vez mais distante; fala em Keynes para justificar as obras encomendadas pelos amigos da maçonaria entre as quais 10 barragens para produzirem o alucinante aumento de 3% da capacidade energética do país, fala em Krugman, fala em conjuntura, mas não fala em soluções concretas para tirar Portugal da fossa, fala no PEC... Bom, o PEC ( Plano de Estabilidade e Crescimento ) é uma coisa que ainda ninguém sabe o que é, diz que é uma espécie de Plano Marshall que tem os planos da pólvora e que vai milagrosamente estender o braço quando o barco tiver meio na água meio no abismo como mostra o quadro acima...

O que é certo é que é segredo !

O que parece já não ser segredo meus amigos é estarmos todos fod...

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE I

AFONSO I - PARTE II : A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO REINO SUAS BASES E CONSEQUENTE DESENVOLVIMENTO


O Reino sob o jugo de Afonso I foi estratificado em 4 partes ordenadas por importância : o Rei, o Clero, a Nobreza e a Plebe.

Naquele tempo o Rei tinha um poder quase absoluto sendo que apenas era limitado pelo Clero claramente o 2º poder e pela Nobreza por intermédio das cortes que viriam a integrar também elementos do Clero e da Plebe.

O CLERO

O Clero detinha privilégios eclesiásticos, senhoriais e militares. Estava dividido em ordens entre as quais :

ORDEM DE CISTER : Antiga regra de São Bento, foi inserida nesta nova Ordem sendo o seu mosteiro mais antigo o Mosteiro de S João em Tarouca a 12 Km de Lamego e tendo atingido o seu apogeu aquando a criação do Mosteiro de Alcobaça o qual tinha sido prometido em voto pelo Rei pela tomada de Santarém.

ORDEM DE STº AGOSTINHO : Estava fixada nos conventos de Stª Cruz em Coimbra e de S Vicente de Fora em Lisboa é posterior a Afonso I.

ORDEM DOS TEMPLÁRIOS : Foi o braço armado do Clero na conquistas aos Mouros; desde o tempo de D Teresa que eram os senhores de Soure bem como das terras de Coimbra a Leiria. No Sec. XII construiram o convento e o castelo de Tomar e eram também senhores dos castelos de Almourol, de Pombal e de outros de menor relevo.
Vieram a ser extintos em Portugal e convertidos em Cavaleiros da Ordem de Cristo.

ORDEM DOS HOSPITALÁRIOS : foi constituída já no tempo de Afonso I e eram senhores das casas de Leça, Belver e do Crato, também eles eram uma ordem militar.

FREIRES DE CALATRAVA : outra ordem militar com origens no sec. XII estavam em Evora e mais tarde em Avis quando foram convertidos em Ordem de Avis. Daqui sairía mais tade um infante bastardo, seu mestre que se viria a tornar Rei de Portugal fundador da 2ª dinastia, D João I.

ORDEM DE SANTIAGO DE ESPADA : também militar, sediou-se em Palmela, Almada, Arruda, Alcácer, Aljustrel, Sesimbra, Mértola, Aiamonte e Tavira. Nos dias que correm é feito Grão Mestre desta ordem nos dias actuais o chefe de Estado de Portugal.

A NOBREZA

Os nobres estavam estratificados seguindo em ordem decrescente : Rico-Homem, Infanção, Cavaleiro e Escudeiro.

O Rico-Homem tinha o domínio administrativo, militar e judicial da "terra" e morava no seu "solar", o Rei era sempre prejudicado com o excesso de jurisdição dos Ricos-Homens situação a qual viría a mudar com o tempo.

A fidalguia vivia do tributo pago por quem habitava os seus domínios e de doações do Rei; "encostada" a esses previlégios, trocou o seu papel de civilizador por um papel de "parasita" do povo e do poder central, dedicando-se essencialmente a actividades lúdicas e à caça.

A PLEBE

Estavam estratificados em : Cavaleiros Vilãos, Peões e Servos e as suas tarefas centravam-se basicamente na exploração agrícola.

Em face da autonomia gozada pela Nobreza a organização variava em distintos pontos do país; no Minho as terras eram doadas a diferentes grupos de povoadores os quais pagavam um "foro" em espécie com o produto do seu trabalho.

Em Trás-Os-Montes o regime era colectivo, semelhante ao comunismo do sec. XX; bens como o forno, a pastagem e o moinho eram colectivos e os tributos eram pagos por utilização dos meios.

No centro do país funcionava a contribuição predial directa num regime de proprietário/funcionário.

No sul o povo foi excluído do direito de propriedade sendo a Nobreza latifundiária.

Os Cavaleiros Vilãos foram os grandes obreiros da literatura medieval.

A vários povos era permitida a formação de concelhos, os quais reuniam com representantes das três classes denominadas por "braços", esses concelhos formavam as Cortes do Reino.

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE I

AFONSO I - PARTE I : A CONQUISTA


Findas as guerras com a sua mãe e subsequente encarceramento da mesma, Afonso Henriques parte para a conquista do território dos Mouros a sul.

Os Templários ao seu serviço no Castelo de Soure, situado nos confins do Reino, defendiam e exploravam as terras da alta Estremadura; em 1135, mandou erguer o Castelo de Leiria como posto avançado o qual foi tomado pouco tempo depois pelos Mouros em 1137 tendo sofrido os cristãos uma pesada derrota em Tomar.

Como consequência, Afonso Henriques avançou e travou a primeira grande batalha contra os Mouros a 25 de Julho de 1139 a qual ficou conhecida por Batalha de Ourique, travada dizem, nas Chãs de Ourique a 2 Km do Cartaxo; nessa batalha, os cristãos inferiores em número e poder bélico , infligiram uma pesada derrota às tropas muçulmanas, tendo Afonso Henriques sido proclamado como Rei pelos seus, lançando assim as bases da conquista do território que viría a dar forma ao Reino de Portugal.

A 1143, Afonso VII de Castela reconhece o Reino de Portugal e Afonso Henriques como seu monarca, muito contribuíram para esse facto não só as campanhas militares contra as tropas Mouras como também o facto de O futuro Rei ter prestado vassalagem à Santa Sé.

Em 1147, é feito o assalto nocturno à praça de Santarém. Combinado com uma armada de cruzados Alemães, Flamengos, Ingleses e Franceses que tinha desembarcado no rio Douro veio Afonso Henriques a constituir uma força militar que cercou a cidade de Lisboa a qual capitulou em Outubro de 1147.

Em 1150, Afonso Henriques aliado a um chefe Mouro senhor de Silves e Mértola, travou em Ourique uma segunda batalha nos confins do Reino consolidando por aí o seu domínio.

Em 1158, Os Cristãos tomam Alcácer a qual viría a ser perdida em 1161.

E 1179, Finalmente a Santa Sé Reconhece Portugal como Reino pela mão do Papa Alexander III no dia 13 de Abril, sendo Afonso Henriques reconhecido como Afonso I de Portugal.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE 0

Começo aqui uma nova crónica, inserida na etiqueta HISTÓRIA onde rasgo o tempo à procura de quem fez Portugal e quem o tornou naquilo que é.

Será uma crónica de muitos capítulos, é uma jornada muito trabalhosa mas no fim penso que vai valer a pena, espero que desfrutem a viagem.

HENRIQUE DE BORGONHA



Henrique de Borgonha aparece num contexto político de cruzada contra os Mouros, empreendida pela reconquista de Afonso VI que partindo da Astúrias se lançou em batalhas pela posse dos territórios muçulmanos da península.

Em busca de fortuna durante a guerra santa católica, os primos Henrique e Raimundo de Borgonha ficaram encarregues da reconquista dos territórios Galegos a norte e a sul do antigo Reino, facto esse que veio a garantir a não inclusão mais tarde, desses territórios no Reino de Castela, pois aos nobres e como recompensa pelos préstimos, foi entregue a administração dessas terras divididas entre os dois primos.

Aos dois foi também oferecida a mão em casamento das filhas de Afonso VI Urraca e Teresa as quais desposaram Raimundo e Henrique respectivamente.

Falecido Henrique, Envolveu-se D Teresa de amores pelo conde Galego Fernão Peres de Trava o que veio a ameaçar de união, a região Galega sob o jugo do falecido Henrique de Borgonha, denominado à altura de Condado Portucalense o qual certamente iría ser engolido pelo Reino de Leão no qual já se integravam as terras de Raimundo.

Sob esta ameaça, insurgíu-se a nobreza do condado à qual se veio a juntar Afonso Henriques, filho de D Henrique e D Teresa.

Afonso Henriques guerreou a mãe, vindo a derrotá-la em Guimarães em 1128 e encarcerando-a como resultado da contenda.

Com esta batalha, a Galiza vir-se-ía definitivamente a romper em duas partes, sendo que a parte sul da região, o condado Portucalense, viría a dar figura ao Reino de Portugal.

MAIS UM QUE MORDEU O PÓ


Utilizando a linguagem dos pilotos de caça da II Grande Guerra, serve esta crónica para assinalar o dia em que o "Super Braga" foi reduzido a cinzas no Dragão.

Se no contexto político Português a "esquerda" atravessa uma grave crise de identidade, no contexto futebolístico do FCP a "esquerda" assume proporções de tempestade tropical.; ao ver a devastação que a dupla A Pereira/Varela causou no frágil ecossistema que o Braga apresentou na figura de Filipe Oliveira, mas não é tudo...

Um dos grandes centrais deste campeonato, Moisés, foi vulgarizado por Falcao, as duplas Meireles/Micael e Mariano/Beluschi rebentaram com o meio campo deste Braga que simplesmente não teve argumentos perante o colosso Europeu !

Resta-me deixar aqui os meus agradecimentos ao Sr. Costa-dos-castigos por ter galvanizado os Portistas para cumprir o que deles se esperava, é que quem com ferros mata...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

MUSICAS DA MINHA VIDA VII



THE SMITHS - There Is A Light That Never Goes Out

Falar dos Smiths do Morrissey e do Johnny Marr é difícil; acima de tudo Morrissey é para mim o último dos trovadores, ele próprio se intitulou o "the last of the famous international playboys" mas o sentido a tirar ao título da música é o romântico da expressão; Morrissey é uma criatura que usa a música como forma de expressão que por vezes parece ser o único veículo que dispõe para comunicar, Morrissey e o mundo sempre pareceram andar desencontrados e desfasados.

Acho que para entender Morrissey é necessário entender Manchester, uma cidade que em pleno boom financeiro do tempo de Margaret Thatcher, vivia a leste do Glamour de Londres, onde todos enriqueciam e venciam na vida ao passo que Manchester permanecia pobre, industrial e cinzenta. já não me recordo onde ouvi que em Manchester só se podia aspirar a ser músico, futebolista ou traficante de droga; é uma frase forte mas revela o sentimento de exclusão sempre presente nas letras dos músicos de 80 e início de 90.

Em plena Madchester, envolta pelo que foi a terceira revolução musical depois do RockRoll e do movimento hippie, quando a musica acid-house e as rave parties atingiram o seu apogeu e a única mensagem que estava presente na musica eram as festas e as drogas; os Smiths eram a excepção que confirmava a regra, dentro de um restrito grupo de músicos, ouvir os Smiths era a imagem do ostracismo a que o "cinzentismo" do ocre do tijolo da cidade votava os poetas como Morrissey e para mim é isso que os Smiths representam, a voz do inconformismo, da exclusão, de alguém que não se adapta ao meio que o rodeia; é justo por isso dizer que quando eu era jovem, os Smiths eram os únicos que me pareciam compreender, será justo dizer que os Smiths salvaram-me quando era adolescente.

Outro factor que contribui para a melancolia e o inconformismo das letras é a sempre polémica suposta homossexualidade de Morrissey, intrínseca em muitas das suas palavras mas nunca confirmada.

Os Smiths foram, são e serão algo de intemporal, são património da humanidade e apenas ouvir o fabuloso som da música sem atentar à mensagem que a mesma transporta é desfrutar metade do que esta grandiosa banda nos oferece.

Escolhi o tema por não só reflectir o que escrevo acima mas pela imagem do vídeo; numa cidade cinzenta como Manchester, longe do convívio impessoal das festas e do glamour da capital, as pessoas são de uma cumplicidade rara, a imagem faz-me lembrar a juventude quando saía à rua inserido num grupo, quando passeava e convivia com esse grupo, sem playstations ou clubes nocturnos onde as pessoas nem se falam; a imagem do passeio do grupo em bicicleta pelas ruas da cidade e a foto à porta do Salford Lads Club, com os seus portões verdes representa isso mesmo, o convívio puro e original entre pessoas, o oposto da grande cidade.

SOMOS PORTO E VAMOS GANHAR


Foi em 1139, depois de ter derrotado a sua mãe, que Afonso Henriques travou a sua primeira grande batalha contra os "Mouros" era ainda condado Portucalense o que em 1143 viria a ser reconhecido pelo Rei de Castela, Afonso VII, como Reino de Portugal, oficializado em Zamora.

"Foi aqui" (como diria o Prof. Hermano Saraiva) em Ourique, que os cavaleiros do templo investiram contra o "infiel" iluminados por Santiago, o padroeiro "matamouros" das forças Lusitanas que mesmo em inferioridade numérica derrotaram as poderosas tropas de Yasin maiores em número e armamento.

Amanhã será a Batalha de Ourique de todos nós; mesmo sendo contra o nobre povo do Minho e da sua Bracara Augusta, começará aí verdadeiramente a epopeia da conquista do grande troféu aos Sarracenos que culminará no "Cerco de Lisboa" de 1147, no nosso calendário à 29ª Jornada aos 2 dias do mês de Maio de Nossa Senhora do ano de 2010, nesse tempo será feita a crónica do embate final.

Fez o ultimato o Cavaleiro do Reino Nuno do Espírito Santo, coube ao ancião general tocar a rebate para reunir as tropas no chamamento à épica batalha; que novamente o espírito de Santiago esteja convosco nobre exército e que nesta nova cruzada sejamos abençoados com mais uma vitória.

Rezam as crónicas que vencemos desde 1893, como vêm mentem as crónicas; vence este nobre povo desde 1139 e o frio do aço da espada dos cavaleiros da ordem do Dragão mais uma vez irá trespassar o ventre da inglória do infiel, porque como é dito pelo grande guardião SOMOS PORTO E VAMOS GANHAR !