quarta-feira, 3 de março de 2010

O INÍCIO DO FIM DA MONARQUIA EM PORTUGAL

PARTE V - O VINTISMO


Findas as Invasões Francesas a 27 de Abril de 1911, abandona Massena Portugal em direcção a Fuentes D'Onoro em Espanha onde é finalmente derrotado e destituído do comando.

Soult, que tinha liderado a segunda invasão, é derrotado pelas forças aliadas em Badajoz com Beresford no seu comando a 16 de Maio de 1811.

Liberta a Espanha é promulgada a Constituição de Cadis a 19 de Março de 1812, era o fim do Absolutismo.

Napoleão parte para a conquista da Rússia com a Austria e a Prússia como aliados, a Espanha é completamente liberta a Junho de 1813 e em Outubro, o Duque de Wellington invade a França, Napoleão vem a abdicar a 6 de Abril de 1814.

Portugal sobrevivera ao martírio, para surpreza de todos, havia que reconstruir o país, recuperar o monopólio do comércio das américas e restituír a Portugal a qualidade de centro do Reino, fazendo regressar o Rei.

Puro engano...

Os Ingleses continaram a mandar em Portugal com Beresford na Regência, o exército estava carregado de oficiais Ingleses, o comércio Inglês continuou com a sua sede no Brazil gozando de regalias que nem aos Portugueses eram concedidas, D João VI para "ajudar" a situação eleva o Brasil à categoria de Reino em 1815, e começa a expansão Americana, recrutando à "velha pátria" já depauperada pela guerra e pelo fim do comércio externo, homens e dinheiro, a dívida acumulada aos Ingleses era imensa, os pagamentos aos soldados íam já com meio ano de atraso, Portugal era oficialmente uma espécie de colónia Brasileira e Inglesa !

Ora isto tudo conduziu à revolução de 1820.

Com a Constituição de Cadis aprovada em Espanha, a tendência espalhou-se para Portugal. em 1818 é fundado no Porto o Clube do Sinédrio por Manuel Fernandes Tomás, José Ferreira Borges, José da Silva Carvalho e J Vieira Viana a 22 de Janeiro, o qual aliciou militares para participarem no golpe de 24 de Agosto.

A 24 de Agosto de 1820 é proclamada no Porto a Junta Provisional do Governo Supremo do Reino e são convocadas as Cortes para ser feita uma constituição.

A 15 de Setembro seguiu-se-lhe Lisboa, nesse dia juntaram-se o povo e os militares aclamando vivas ao Rei, à religião, às Cortes e finalmente À CONSTITUIÇÃO. A 27 de Setembro foi formado um governo provisório; era o início do fim do Absolutismo em Portugal.

Seguiu-se um conflito entre os "braços" da revolta a 11 de Novembro, o braço militar e o braço político que era a recém formada Junta de Governo; os militares radicais achavam que o poder não deveria ficar na mão de "advogados e magistrados" que diziam eles iriam dominar as futuras Cortes.
Os radicais pretendiam retirar Manuel Fernandes Tomás e os Liberais moderados do poder e adoptar a constituição de Cadis, até radicalizar o liberalismo da mesma, esse golpe ficou conhecido como "A Martinhada".

Manuel Fernandes Tomás ganha o conflito aos radicais os quais foram desterrados; como consequência é seguido o método da constituição de Cadis para eleição dos deputados da nova constituínte para moldar o modelo constitucional às várias vertentes de pensamento liberal.

Entre 10 e 27 de Dezembro de 1820 são realizadas as primeiras eleições para as Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa e ficavam assim demarcadas duas fortes posições no Reino :

- O Absolutismo acabara;

- Nunca mais o povo seria excluído da direcção dos desígnios da nação.

terça-feira, 2 de março de 2010

O INÍCIO DO FIM DA MONARQUIA EM PORTUGAL

PARTE IV - FERIDAS DIFÍCEIS DE SARAR


Mais duas invasões Francesas se seguiram à de Junot, a de Soult e a de Massena; Soult derrotou Freire de Andrade, o qual foi morto no período anarquista que se seguiu à retirada de Junot; conseguiu ocupar o Porto mas foi derrotado em Amarante, tendo fugido para França.

Massena não conseguiu passar as Linhas de Torres e também derrotado escapou, foi o fim do martírio.

As tropas Inglesas instaladas num país "sem Rei" rapidamente dissolveram as milícias populares e o que restava do exército de Freire de Andrade, aos poucos regressou a "normalidade".

O Povo demosntrara nesta revolução a sua força, os "grandes" compreenderam que a coroa quando o momento fosse mais sensível sería a primeira a fugir, o antigo regime tinha sofrido um rude golpe, o colaboracionismo do Alto Clero, da Nobreza e da Magistratura do Reino "abriu os olhos" à população, não mais viría a ser assim.

Influenciado pela interação com Ingleses, Espanhois e Franceses, o Povo começou a conhecer novas realidades; com a Coroa longe, o exército Português foi recriado por Beresford, integrando nele os que lutaram pela pátria; também foram reintegrados elementos da milícia na magistratura e na administração do Reino.

A permanência do Rei no Brasil agravou a crise económica e começaram a brotar as ideias Liberais, foi formado o Sinédrio e a revolta viría a explodir no Porto a 1820.

Seguindo o exemplo da constituição de Cadis, foi formado um governo provisório no Porto em 1820 o qual reclamava uma nova constituição.

Em 1821 reuniram as Cortes aprovando uma constituição provisória vendo-se o Rei obrigado a regressar do Brasil.

A 23 de Setembro de 1822 era jurada a prmeira Constituição de Portugal, o Rei perdera o poder absoluto e o povo tinha lançado a semente pera o que viría a acontecer mais tarde a 5 de Outubro de 1910.

O INÍCIO DO FIM DA MONARQUIA EM PORTUGAL

PARTE III - A ARROGÂNCIA INGLESA


Com as tropas Francesas destroçadas pelas milícias do povo Português, com Junot remetido a Lisboa, com o "Maneta" regressado também à capital com as suas tropas em farrapos e com o norte de Portugal liberto, chegam as tropas do Duque de Wellington ao território a 1 de Agosto de 1808.

Com o trabalho todo feito, marcharam os Ingleses até Lisboa calcando altivos a terra vermelha com o sangue do povo Português derramado a combater Junot com foices e enxadas.

Com o exército Português "reorganizado" no Porto por Freire de Andrade, o Duque de Wellington destroçou as tropas Francesas e tomou Lisboa.

Por ridículo que pareça, em vez de aniquilar Junot, o Duque, à revelia das tropas Portuguesas negociou a retirada dos Franceses assinando um tratado conhecido por "Convenção de Sintra" no qual permitíu aos Franceses retirar em navios Ingleses as suas tropas do país levando consigo toda a artilharia mais o produto dos roubos da Invasão. Este tratado só demonstra o carácter Britânico na sua sempre podre aliança que manteve com Portugal na qual os Portugueses sempre perderam à exepção da Coroa que enriquecia com as benesses Inglesas !

Não adiantou o protesto de Freire de Andrade, os Franceses partiram, o que lhes permitíu salvar o que restava do seu exército e permitíu a Junot partir com os bolsos carregados de ouro Português, selvaticamente roubado. Tudo isto para poupar aos Ingleses a "maçada" de transportar a sua artilharia até zonas remotas e de difícil acesso com a agravante de certamente ir sofrer baixas em combate o que é inevitável numa guerra.

Aos Ingleses, o Povo Português pouco interessava, a coroa no Brasil estava "controlada" por Charles Stuart que jogava D João como um roberto, o comércio intercontinental tinha sido roubado a Portugal e passava a ter a sua sede no Rio de Janeiro onde eram pagas as taxas, o exército Português de Freire de Andrade era arrogantemente tido pelos Ingleses como uma milícia de maltrapilhos sem tradição militar; será caso para dizer maldita a hora em que os Ingleses nos entraram casa adentro !

E tudo porquê ? Em Portugal não havia ninguém que soubesse governar, estavam no Brasil... Não havia classe média, o país era pobre, o dinheiro do país servia para alimentar a loucura de D João de querer expandir o império no Brasil para sul, as vidas que se perderam a combater o facínora Napoleão foram efémeras pois o enimigo partiu nos barcos Ingleses não só com as suas armas mas também com tesouros artísticos que nunca foram devolvidos nem pelos "democráticos" governos que se seguiram até ao presente, Olivença continua Espanhola e o jacobinismo bem vivo e a angariar votos por Portugal fora acenando a bandeira dos paladinos da liberdade... Ou da libertinagem, o leitor que dicida !

O INÍCIO DO FIM DA MONARQUIA EM PORTUGAL

PARTE II - A PRIMEIRA INVASÃO FRANCESA : A GUERRA DO POVO


Ao fugir, D. João VI deixou instruções para que os Franceses fossem obedecidos e bem recebidos, as instruções foram cumpridas e Junot entrou sem obstáculos por Portugal adentro.

Entrou pela fronteira a dentro um exército constituído por Espanhóis, com um grande contingente Francês, marcharam até Lisboa e foi banida por Napoleão a Casa De Bragança do trono de Portugal.

Os quadros médios administrativos, sem Rei nem roque, entregues à sua sorte, rapidamente se tornaram "colaboracionistas" ou como lhes viria a chamar o povo revoltoso "afrancesados" e "jacobinos". Durante 6 meses foi pacífica a coexistência entre o ocupante e os submissos ocupados.

No entanto e aproveitando o regresso das tropas Espanholas ao seu país para auxiliarem na luta contra as revoltas anti-Francesas que por aí se processavam o Povo revoltou-se em 1808 contra os "afrancesados", "jacobinos" e "ateus" Franceses. A revolta foi espontânea e cruel, principalmente incitada pelo Clero, única força de bloqueio instruída verdadeiramente existente em Portugal pois praticamente não havia Burguesia ou classe média e rapidamente se tornou numa revolta contra os ricos, juízes, notários e proprietários com acusações de colaboracionismo. Sem um poder central que pusesse cobro a isso, e sem reconhecer autoridade a um invasor jacobino foi a anarquia total. Não havia um centro de poder nem um exército organizado, as cidades revoltosas eram focos de conflito isolados e independentes que se incendiavam de forma espontânea contra o inimigo numa forma pura de guerrilha armados com utensílios agrícolas.

Os Franceses combateram a guerrilha com as suas tropas regulares e organizadas, a estrela da contra-ofensiva foi Loison enviado para retomar o norte do país onde a revolta tinha estalado.

Sem ter a noção de quem era "amigo" ou "inimigo" em virtude da natureza do conflito de guerrilha massacrou tudo que tivesse aparência "suspeita" com requintes de malvadez.

Devido ao facto de ter perdido uma mão num acidente de caça, Loison era conhecido como "O Maneta" tornando famosa a expressão popular "Ir pró Maneta", de facto naquele tempo, quem caísse na mão de Loison iría certamente "pró Maneta".

Loison na realidade era um cobarde, foi derrotado pelas milícias do Povo e dos Padres em Amarante perdendo muitos homens e tendo de retirar. No caminho da sua retirada até Almeida, vingou-se nos agricultores pobres que encontrava, torturando-os e aniquilando-os queimando cearas e matando homens, mulheres, velhos e crianças.

O próprio escreveu "O massacre foi terrível, a desordem geral; tudo o que pôde escapar, fugiu e despersou-se, mais de mil mortos ficaram no campo de batalha."

Estas aldeias massacradas eram marcadas nos boletins do Exército Francês como "Livrée Aux Flames".

O INÍCIO DO FIM DA MONARQUIA EM PORTUGAL

PARTE I - A FUGA DE D JOÃO VI


Foi com este Rei, D João VI e com a I Invasão Napoleónica que começou o que viria a ser o fim da monarquia.

Napoleão, em Novembro de 1799 chega ao poder em França e com essa ascensão, começam-se a agudizar as tensões entre a França e a Inglaterra pela luta da hegemonia do poder mundial.

Em Portugal, reinava Maria I e a posição do Reino era interesseiramente neutra, com o intuito de ao ter relações com os dois países poder escoar as matérias primas provindas das províncias ultramarinas encontrando como clientes os dois gigantes, ao mesmo tempo que a frágil nação evitava um confronto armado para o qual não teria hipotese de sobreviver.

No entanto, Napoleão desejava impôr o seu domínio na Europa, pela força se necessário, e tendo como aliada a Espanha, a qual já estava em guerra com a Inglaterra, forçou esta a invadir Portugal de forma a fechar os portos marítimos à entrada dos Ingleses, rompendo a aliança de 1373, tentando com isso isolar as Ilhas Britânicas forçando-as a capitular.

Em Maio de 1801, a Espanha, com o apoio das tropas de Napoleão invadiu Olivença, conquistando essa praça marcando assim o início da Guerra das Laranjas e em pouco menos de um mês tomou o Alentejo.

A Guerra das Laranjas expandiu-se para a América do Sul, onde se encontravam domínios coloniais de Portugueses e Espanhois e os confrontos começaram com pequenas invasões mútuas.

Como em Portugal continental a desvantagem era nítida, Portugal capitulou já D João VI era Príncepe Regente devido à loucura da sua mãe e assinou o Tratado de Badajoz no qual fechou os Portos a Inglaterra e entregou Olivença a Espanha a troco de paz entre os Reinos, esse acordo foi possível pela clara noção que Portugal e Espanha tinham de serem "joguetes" nas mãos de Inglaterra e França numa luta pelo poder. No entanto o tratado não satisfez inteiramente a vontade de Napoleão que pretendia ver o país punido exemplarmente, lançando assim as raizes da Guerra Peninsular e das invasões Francesas.

Em 19 de Novembro de 1807, dá-se a primeira e a maior invasão Napoleónica contra Portugal, com Junot à cabeça, um general ambicioso que tinha pretensões de assumir o cargo de chefe de Estado do país conquistado; Napoleão queria na Realidade bloquear a Europa da Inglaterra por mar mas Junot tinha muito a ganhar com a invasão visto ser a melhor forma de conquistar prestígio, poder e riqueza.

D João VI, aconselhado pelos Ingleses e de forma a garantir a independência do Império, foge por mar para o Brasil sob escolta Inglesa a 27 de Novembro de 1807 com toda a família Real e cerca de 15.000 quadros superiores e administrativos do Reino, a sua intenção sería não deixar caír em mãos Francesas a coroa de Portugal, deslocalizando a capital do Império para o Rio de Janeiro e administrando Portugal a partir daí. O objectivo dos Ingleses era o mesmo, os princípios que conduziram os dois foi perverso; com a partida, D João deixou Portugal entregue a si próprio, sem quadros superiores nem altas patentes do Exército; deixou para trás um Portugal rural e pobre, administrado pela nobreza média, sem burguesia pois o país não era próspero e as benesses do comércio eram para a coroa e principalmente para os Igleses que estavam preocupados apenas em não deixar caír o antigo tratado entre as duas pátrias que lhes assegurava a exploração comercial de Portugal.

Pela fuga e consequente abandono da pátria à sua sorte nas invasões do temível Bonaparte ficou D João conhecido pelo epíteto de "O Ominoso".

segunda-feira, 1 de março de 2010

A NOITE - PARTE III

EPÍLOGO

O Jogo acabou como começou, controlado pelo Sporting; a atitude do Porto mudou porém; do "desprezo" mostrado pelo adversário brotou o "desespero" dos Dragões; muitos insultos, pouco discernimento a sair com a bola nos pés, o Sporting a jogar como um bloco e o Porto como um aríete porém efémero nunca chegou verdadeiramente a ameaçar o destino do jogo.

CONCLUSÃO

Nem o Sporting é fraco e desprezável, nem o Penta é uma inevitabilidade, temos que dar hoje um valor acrescido às conquistas do passado, pois não é em vão que a conquista dos cinco títulos consecutivos foi heróica e única no panorama do futebol Português.

O Jesualdo Ferreira não é tão culpado quanto possa parecer, a equipa que jogou foi inventada por ele e não o foi este ano; o Professor teve o mérito de reconstruir consecutivamente equipas retalhadas pela venda das suas "jóias" e o Porto foi temido até ao fim e ainda o é pois vai ser o Porto a decidir o fim desta história no Estádio do Dragão, na recepção ao Benfica.

O Braga tem tudo para ser campeão, basta ver o calendário. O Benfica tem de visitar Nacional, Rio Ave, Académica e Porto, e tem de receber o Braga e o Sporting; será muito difícil passar incólume por este terrível período e será uma prova de fogo ao Benfica de Jesus.

Por fim João Ferreira, o "João, pode ser o João...", teve uma arbitragem imaculada, os amarelos foram bem mostrados e a influência de Ferreira no jogo foi ZERO, mostrou ser um excelente árbitro e pôs a nu muitos mitos do pretenso "futebol de secretaria" que se tem apregoado nos últimos tempos. Creio que a Liga tem envergonhado toda a gente, não creio (e não espero) porém que o campeonato se vá decidir pelas arbitragens, acho que as equipas só se podem queixar de si próprias e dos pontos que perderam de forma inusitada.

Será o fim de mais um ciclo brilhante, que das cinzas pelo menos nasça algo de grandioso e que o Porto traga a Taça Uefa novamente para casa.

A NOITE - PARTE II

Se como prólogo desta crónica escolhi o poema de Pessoa, utilizo agora a segunda parte para desenvolver a noite de ontem.

DESENCADEAMENTO

O Porto entrou ontem em campo com o jogo ganho, confiante na sua superioridade, montou a "equipa do costume" e jogou o "futebol do costume" técnico, de transição, com o jogo a partir das alas e um meio campo metromeno dos tempos de jogo.

DESENVOLVIMENTO

Eis que no início do jogo sofre o Porto um golo, facto traiçoeiro, pois não abalou a fé de que "o jogo estava ganho"; era ainda muito cedo e definitivamente "ia-mos ganhar isto".
Seguindo esta lógica não foi alterada a lógica do jogo, o Sporting em pressing, a atacar a bola de imediato, sem dar espaços e a soltar a bola ao primeiro toque para lançar ataques rápidos, o Porto por outro lado passivo, sempre a tentar esconder a bola e a manter a posse, era uma questão de tempo...

COMPLICAÇÃO

No fim da primeira parte golo dois; caiu como um balde de água fria pela cabeça de nós Andrades abaixo, havia que mudar a estratégia.

Início da segunda parte, entra Beluschi, o jogo obrigava a mudar mas aos poucos; era necessário reforçar o ataque e vem... Golo três !

CLIMAX

Tinha o Porto 45 minutos para marcar quatro golos era a derrocada, Jesualdo faz entrar a armada, tira os pilares do meio campo que jogaram manietados e faz entrar velocidade (Cebola) e músculo (Guarin); o Sporting, inteligente e desgastado fisicamente pela primeira parte, recua e fecha espaços, era o princípio do fim.

Continua na crónica III...

A NOITE - PARTE I


"A nau de um deles tinha-se perdido
No mar indefinido.
O segundo pediu licença ao Rei
De, na fé e na lei
Da descoberta, ir em procura
Do irmão no mar sem fim e a névoa escura.


Tempo foi. Nem primeiro nem segundo

Volveu do fim profundo

Do mar ignoto à pátria por quem dera

O enigma que fizera.

Então o terceiro a El-Rei rogou

Licença de os ir buscar, e El-Rei negou."


Fernando Pessoa em : A Noite


Assim se perderam em Alvalade as "naus" do primeiro e segundo lugar.

"Na fé e na lei" cabe ao Porto não desistir da busca, é porém a lógica de El-Rei que o diz; acabou aqui o caminho. O Porto irá representar Portugal na Liga Europa no ano que se segue, que traga para casa a taça como penitência pelo objectivo falhado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O PRELÚDIO DE SENA


"Acendi um cigarro. Onde iria jantar? Não me apetecia comer. Apetecia-me fugir. Para onde e porquê? E, de repente, ouvi dentro da minha cabeça uma frase: «Sinais de fogo as almas se despedem, tranquilas e caladas, destas cinzas frias»"

Texto : Jorge de Sena em Sinais de Fogo
Imagem : William Blake -
The Great Red Dragon and the Woman Clothed in Sun

Por duas vezes, o prelúdio de Sena o afastou de Portugal, da primeira vez foi do fascismo que fugiu da segunda, do comunismo do PREC que sempre o recusou.

Sena nunca fugiu do país que amava, fugiu dos homens que não compreendia. Veio a fugir do Brasil mais tarde com o advento da ditadura militar; não suportava o ódio dos homens, sufocava-o a ignorância a intolerância e a estupidez.

Sena sempre teve um dom especial para detectar esses sinais, os "sinais de fogo" como lhe foram revelados, sinais esses que nos queimam diariamente nas nossas vidas impragnadas com a miserabilidade de quem nos governa.

Será que devo também eu partir ?

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE III

D. AFONSO II



Era conhecido pelo epíteto de O Gordo devido à doença de que padecia, uma variante da lepra, a qual no entanto não o impediu de reinar de forma original, terá sido o 1º Rei a centralizar o país em redor da sua capital, Coimbra à altura.

Esta aleivosia centralista veio a trazer agruras ao Rei :

- Primeiro com as irmãs e a Nobreza, a quem tinham sido legados os castelos de Montemor, Seia e Alenquer, castelos esses que acabaram confiscados e consequentemente foram exilados os nobres das suas terras e enclausuradas as irmãs do Rei em mosteiros.

- Depois com a Igreja, o Rei proibiu aos mosteiros e às ordens religiosas de adquirirem bens fundiários, retirando desse modo uma grande fatia do poder à classe.

Com todas estas afrontas acabou excomungado pela Santa Sé em 1212 como aliás já o tinha sido seu pai D Sancho e seu avô D Afonso I.

Foi em suma um Rei pouco interessado em empresas bélicas, mais dedicado à administração do reino, embora no seu reinado tenha sido reconquistada Alcácer por direcção do Alto Clero em 1217, cidade perdida em 1161 pelo seu pai D Sancho.

Morre o Rei a 1223 deixando um país com fronteiras claramente definidas e finalmente organizado.

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE II

D. SANCHO I



Foi aclamado Rei a 1154 por ser o sucessor natural de Afonso I, visto o seu irmão mais velho
D. Henrique ter morrido ainda jovem.

Sancho I notabilizou-se pelo seu trabalho na organização do Reino, fixando núcleos populacionais e organizando-os em concelhos, repovoou lugares desertificados pela guerra, restaurou castelos, atraiu colonos estrangeiros e desenvolveu ordens militares.

Ficou conhecido por fundar as cidades da Guarda, Bragança, Covilhã, Gouveia e Viseu, povoando-as com gente provinda de outros Reinos, nomeadamente da Flandres.

Nesse tempo, seguiam ainda as lutas do Reino com Castela e Leão pelo facto da Santa Sé ainda não ter reconhecido oficialmente o Reino de Portugal carecendo por isso o país de legitimidade, embora D Afonso I, pai de D Sancho, fosse reconhecido como monarca pelo Rei de Castela.

De forma a estabelecer uma aliança que apoiasse o Reino nas suas guerras com os Reinos vizinhos, vem a casar D Sancho I com D Dulce de Aragão, agregando assim o apoio do Reino às suas forças visto Aragão ser enimigo de Castela.

D Sancho estabeleceu como capital do Reino a cidade de Coimbra e conquistou Alcacer em 1158 que viría a perder em 1161 e Silves em 1189 erguendo aí um castelo mas foi uma vitória efémera visto o castelo ter sido pouco depois tomado pelos Mouros em 1190.

CRISE, QUAL CRISE ?

FONTE : 31 da armada

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

QUO VADIS PORTUGAL ?

Será que afinal a Terra é plana ?

Se sim, será que ainda estamos longe ?

Miguel Sousa Tavares teve o privilégio de receber o engº-mor-do-Reino como estrela do seu debutante programa de televisão na SIC onde teve o privilégio de "in loco" verificar se a teoria de Aristóteles sobre a curvilinearidade da Terra de facto correspondia à realidade, não só penso que caiu por terra a teoria do distinto filósofo como pressinto que não andarão muito distantes os confins do nosso planeta azul.

Uma nota positiva para o inequívoco apoio demonstrado pelo engenheiro à resolução da triste sina com que foi assolado o povo Madeirense, não só se disponibilizou para accionar o fundo de solidariedade Europeu, como também anunciou apoios para os comerciantes da baixa, apoio na reconstrução das infraestruturas e uma temporária pedra sobre o tema do endividamento do arquipélago que neste momento necessita de tudo e muito rapidamente.

Daqui para baixo, foi só seguir a corrente atlântica em direcção às fisgas que marcam o destino traçado do abismo.

No caso Figo-gate, o engenheiro referiu o "apoio livre e generoso" dado pelo futebolista à sua campanha, sendo que não teve meios para explicar a "coincidência" do apoio ter sido preclarado numa manhã, horas antes da assinatura de um contrato de verbas surrealistas para quem se propõe fazer um vídeo de poucos minutos ! Será caso para dizer, não fosse receber apenas "metade da mercadoria" pagar é só no fim...

No caso TVI-gate, o engenheiro demarcou-se da intenção de Armando Vara de "limpar o gajo" referindo-se a Moniz quando era director de informação da TVI, demarcou-se também das declarações do seu delfim, Rui Pedro Soares quando o mesmo disse "o Sócrates quer que seja a PT a comprar a TVI". Nestes dias em que quando o telefone toca há sempre dois que atendem, tentou o engº fazer passar por tolos os escutados, retorquindo que "não sabia de nada" mesmo quando uma catrefada de escutas provam o oposto, mais sibilino ainda é o PGR e o STJ não terem encontrado indícios de crime nas mesmas !!!! Quereis ver que neste país 9.999.998 pessoas tiraram o curso de direito e tinha que calhar logo a estes dois que não tiraram, o ónus de decidir sobre a existência de indícios de crime nas mesmas ?
Ainda no mesmo ponto, foi explicada a meritocracia com que Rui Pedro Soares (RPS) foi integrado nos quadros da PT :

Pois é, a "PT seleccionou o RPS para director numa entrevista" !!!! Até aposto que foi assim, pediram alguém para paquete, o anúncio foi colocado no Jornal de Notícias, no dia da entrevista quando descobriram que o jovem prodígio tocava piano e falava Francês ficaram tão impressionados que o cargo de director não mais fugiu !

E esta heim !

Disse o engenheiro-mor-do-Reino, engenheiro-entre-os-engenheiros e engenheiro-por-todos-os-lados a seguinte frase basilar : "as democracias são os únicos regimes no mundo que preservam a vida privada".

Quem fala assim não é gago ! Para o Sr. engº só se pode escutar quando há indício de crime; claro que o facto de a maior empresa portuguesa que tem capital do estado tentar comprar a estação de televisão com maior audiência e ainda por cima que "não faz jornalismo mas faz política" não pode constituir indício de crime, crime era continuarem com o Jornal de 6ª com a Srª Moura Guedes isso é que era crime, sempre a dizer mal do sr. engº... Não há direito !

E depois veio a parte económica, a tal onde residia ainda uma réstia de esperança sobre a curvatura da Terra...

Fala de crise internacional, esquecendo-se que estava ela muito distante já nós éramos veteranos na nobre arte de viver em crise; claro que falar dos outros dá jeito, diz que vem lá de fora, que há quem esteja pior...

O que é certo é que reformar onde é preciso... nada ! As despezas sociais continuam a mergulhar o país num poço sem fundo e a criar uma classe de subsidio-dependentes; as empresas de cada vez são mais taxadas e menos competitivas, exportar vai se tornando uma miragem cada vez mais distante; fala em Keynes para justificar as obras encomendadas pelos amigos da maçonaria entre as quais 10 barragens para produzirem o alucinante aumento de 3% da capacidade energética do país, fala em Krugman, fala em conjuntura, mas não fala em soluções concretas para tirar Portugal da fossa, fala no PEC... Bom, o PEC ( Plano de Estabilidade e Crescimento ) é uma coisa que ainda ninguém sabe o que é, diz que é uma espécie de Plano Marshall que tem os planos da pólvora e que vai milagrosamente estender o braço quando o barco tiver meio na água meio no abismo como mostra o quadro acima...

O que é certo é que é segredo !

O que parece já não ser segredo meus amigos é estarmos todos fod...

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE I

AFONSO I - PARTE II : A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO REINO SUAS BASES E CONSEQUENTE DESENVOLVIMENTO


O Reino sob o jugo de Afonso I foi estratificado em 4 partes ordenadas por importância : o Rei, o Clero, a Nobreza e a Plebe.

Naquele tempo o Rei tinha um poder quase absoluto sendo que apenas era limitado pelo Clero claramente o 2º poder e pela Nobreza por intermédio das cortes que viriam a integrar também elementos do Clero e da Plebe.

O CLERO

O Clero detinha privilégios eclesiásticos, senhoriais e militares. Estava dividido em ordens entre as quais :

ORDEM DE CISTER : Antiga regra de São Bento, foi inserida nesta nova Ordem sendo o seu mosteiro mais antigo o Mosteiro de S João em Tarouca a 12 Km de Lamego e tendo atingido o seu apogeu aquando a criação do Mosteiro de Alcobaça o qual tinha sido prometido em voto pelo Rei pela tomada de Santarém.

ORDEM DE STº AGOSTINHO : Estava fixada nos conventos de Stª Cruz em Coimbra e de S Vicente de Fora em Lisboa é posterior a Afonso I.

ORDEM DOS TEMPLÁRIOS : Foi o braço armado do Clero na conquistas aos Mouros; desde o tempo de D Teresa que eram os senhores de Soure bem como das terras de Coimbra a Leiria. No Sec. XII construiram o convento e o castelo de Tomar e eram também senhores dos castelos de Almourol, de Pombal e de outros de menor relevo.
Vieram a ser extintos em Portugal e convertidos em Cavaleiros da Ordem de Cristo.

ORDEM DOS HOSPITALÁRIOS : foi constituída já no tempo de Afonso I e eram senhores das casas de Leça, Belver e do Crato, também eles eram uma ordem militar.

FREIRES DE CALATRAVA : outra ordem militar com origens no sec. XII estavam em Evora e mais tarde em Avis quando foram convertidos em Ordem de Avis. Daqui sairía mais tade um infante bastardo, seu mestre que se viria a tornar Rei de Portugal fundador da 2ª dinastia, D João I.

ORDEM DE SANTIAGO DE ESPADA : também militar, sediou-se em Palmela, Almada, Arruda, Alcácer, Aljustrel, Sesimbra, Mértola, Aiamonte e Tavira. Nos dias que correm é feito Grão Mestre desta ordem nos dias actuais o chefe de Estado de Portugal.

A NOBREZA

Os nobres estavam estratificados seguindo em ordem decrescente : Rico-Homem, Infanção, Cavaleiro e Escudeiro.

O Rico-Homem tinha o domínio administrativo, militar e judicial da "terra" e morava no seu "solar", o Rei era sempre prejudicado com o excesso de jurisdição dos Ricos-Homens situação a qual viría a mudar com o tempo.

A fidalguia vivia do tributo pago por quem habitava os seus domínios e de doações do Rei; "encostada" a esses previlégios, trocou o seu papel de civilizador por um papel de "parasita" do povo e do poder central, dedicando-se essencialmente a actividades lúdicas e à caça.

A PLEBE

Estavam estratificados em : Cavaleiros Vilãos, Peões e Servos e as suas tarefas centravam-se basicamente na exploração agrícola.

Em face da autonomia gozada pela Nobreza a organização variava em distintos pontos do país; no Minho as terras eram doadas a diferentes grupos de povoadores os quais pagavam um "foro" em espécie com o produto do seu trabalho.

Em Trás-Os-Montes o regime era colectivo, semelhante ao comunismo do sec. XX; bens como o forno, a pastagem e o moinho eram colectivos e os tributos eram pagos por utilização dos meios.

No centro do país funcionava a contribuição predial directa num regime de proprietário/funcionário.

No sul o povo foi excluído do direito de propriedade sendo a Nobreza latifundiária.

Os Cavaleiros Vilãos foram os grandes obreiros da literatura medieval.

A vários povos era permitida a formação de concelhos, os quais reuniam com representantes das três classes denominadas por "braços", esses concelhos formavam as Cortes do Reino.

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE I

AFONSO I - PARTE I : A CONQUISTA


Findas as guerras com a sua mãe e subsequente encarceramento da mesma, Afonso Henriques parte para a conquista do território dos Mouros a sul.

Os Templários ao seu serviço no Castelo de Soure, situado nos confins do Reino, defendiam e exploravam as terras da alta Estremadura; em 1135, mandou erguer o Castelo de Leiria como posto avançado o qual foi tomado pouco tempo depois pelos Mouros em 1137 tendo sofrido os cristãos uma pesada derrota em Tomar.

Como consequência, Afonso Henriques avançou e travou a primeira grande batalha contra os Mouros a 25 de Julho de 1139 a qual ficou conhecida por Batalha de Ourique, travada dizem, nas Chãs de Ourique a 2 Km do Cartaxo; nessa batalha, os cristãos inferiores em número e poder bélico , infligiram uma pesada derrota às tropas muçulmanas, tendo Afonso Henriques sido proclamado como Rei pelos seus, lançando assim as bases da conquista do território que viría a dar forma ao Reino de Portugal.

A 1143, Afonso VII de Castela reconhece o Reino de Portugal e Afonso Henriques como seu monarca, muito contribuíram para esse facto não só as campanhas militares contra as tropas Mouras como também o facto de O futuro Rei ter prestado vassalagem à Santa Sé.

Em 1147, é feito o assalto nocturno à praça de Santarém. Combinado com uma armada de cruzados Alemães, Flamengos, Ingleses e Franceses que tinha desembarcado no rio Douro veio Afonso Henriques a constituir uma força militar que cercou a cidade de Lisboa a qual capitulou em Outubro de 1147.

Em 1150, Afonso Henriques aliado a um chefe Mouro senhor de Silves e Mértola, travou em Ourique uma segunda batalha nos confins do Reino consolidando por aí o seu domínio.

Em 1158, Os Cristãos tomam Alcácer a qual viría a ser perdida em 1161.

E 1179, Finalmente a Santa Sé Reconhece Portugal como Reino pela mão do Papa Alexander III no dia 13 de Abril, sendo Afonso Henriques reconhecido como Afonso I de Portugal.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

HOMENS QUE FIZERAM PORTUGAL - PARTE 0

Começo aqui uma nova crónica, inserida na etiqueta HISTÓRIA onde rasgo o tempo à procura de quem fez Portugal e quem o tornou naquilo que é.

Será uma crónica de muitos capítulos, é uma jornada muito trabalhosa mas no fim penso que vai valer a pena, espero que desfrutem a viagem.

HENRIQUE DE BORGONHA



Henrique de Borgonha aparece num contexto político de cruzada contra os Mouros, empreendida pela reconquista de Afonso VI que partindo da Astúrias se lançou em batalhas pela posse dos territórios muçulmanos da península.

Em busca de fortuna durante a guerra santa católica, os primos Henrique e Raimundo de Borgonha ficaram encarregues da reconquista dos territórios Galegos a norte e a sul do antigo Reino, facto esse que veio a garantir a não inclusão mais tarde, desses territórios no Reino de Castela, pois aos nobres e como recompensa pelos préstimos, foi entregue a administração dessas terras divididas entre os dois primos.

Aos dois foi também oferecida a mão em casamento das filhas de Afonso VI Urraca e Teresa as quais desposaram Raimundo e Henrique respectivamente.

Falecido Henrique, Envolveu-se D Teresa de amores pelo conde Galego Fernão Peres de Trava o que veio a ameaçar de união, a região Galega sob o jugo do falecido Henrique de Borgonha, denominado à altura de Condado Portucalense o qual certamente iría ser engolido pelo Reino de Leão no qual já se integravam as terras de Raimundo.

Sob esta ameaça, insurgíu-se a nobreza do condado à qual se veio a juntar Afonso Henriques, filho de D Henrique e D Teresa.

Afonso Henriques guerreou a mãe, vindo a derrotá-la em Guimarães em 1128 e encarcerando-a como resultado da contenda.

Com esta batalha, a Galiza vir-se-ía definitivamente a romper em duas partes, sendo que a parte sul da região, o condado Portucalense, viría a dar figura ao Reino de Portugal.

MAIS UM QUE MORDEU O PÓ


Utilizando a linguagem dos pilotos de caça da II Grande Guerra, serve esta crónica para assinalar o dia em que o "Super Braga" foi reduzido a cinzas no Dragão.

Se no contexto político Português a "esquerda" atravessa uma grave crise de identidade, no contexto futebolístico do FCP a "esquerda" assume proporções de tempestade tropical.; ao ver a devastação que a dupla A Pereira/Varela causou no frágil ecossistema que o Braga apresentou na figura de Filipe Oliveira, mas não é tudo...

Um dos grandes centrais deste campeonato, Moisés, foi vulgarizado por Falcao, as duplas Meireles/Micael e Mariano/Beluschi rebentaram com o meio campo deste Braga que simplesmente não teve argumentos perante o colosso Europeu !

Resta-me deixar aqui os meus agradecimentos ao Sr. Costa-dos-castigos por ter galvanizado os Portistas para cumprir o que deles se esperava, é que quem com ferros mata...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

MUSICAS DA MINHA VIDA VII



THE SMITHS - There Is A Light That Never Goes Out

Falar dos Smiths do Morrissey e do Johnny Marr é difícil; acima de tudo Morrissey é para mim o último dos trovadores, ele próprio se intitulou o "the last of the famous international playboys" mas o sentido a tirar ao título da música é o romântico da expressão; Morrissey é uma criatura que usa a música como forma de expressão que por vezes parece ser o único veículo que dispõe para comunicar, Morrissey e o mundo sempre pareceram andar desencontrados e desfasados.

Acho que para entender Morrissey é necessário entender Manchester, uma cidade que em pleno boom financeiro do tempo de Margaret Thatcher, vivia a leste do Glamour de Londres, onde todos enriqueciam e venciam na vida ao passo que Manchester permanecia pobre, industrial e cinzenta. já não me recordo onde ouvi que em Manchester só se podia aspirar a ser músico, futebolista ou traficante de droga; é uma frase forte mas revela o sentimento de exclusão sempre presente nas letras dos músicos de 80 e início de 90.

Em plena Madchester, envolta pelo que foi a terceira revolução musical depois do RockRoll e do movimento hippie, quando a musica acid-house e as rave parties atingiram o seu apogeu e a única mensagem que estava presente na musica eram as festas e as drogas; os Smiths eram a excepção que confirmava a regra, dentro de um restrito grupo de músicos, ouvir os Smiths era a imagem do ostracismo a que o "cinzentismo" do ocre do tijolo da cidade votava os poetas como Morrissey e para mim é isso que os Smiths representam, a voz do inconformismo, da exclusão, de alguém que não se adapta ao meio que o rodeia; é justo por isso dizer que quando eu era jovem, os Smiths eram os únicos que me pareciam compreender, será justo dizer que os Smiths salvaram-me quando era adolescente.

Outro factor que contribui para a melancolia e o inconformismo das letras é a sempre polémica suposta homossexualidade de Morrissey, intrínseca em muitas das suas palavras mas nunca confirmada.

Os Smiths foram, são e serão algo de intemporal, são património da humanidade e apenas ouvir o fabuloso som da música sem atentar à mensagem que a mesma transporta é desfrutar metade do que esta grandiosa banda nos oferece.

Escolhi o tema por não só reflectir o que escrevo acima mas pela imagem do vídeo; numa cidade cinzenta como Manchester, longe do convívio impessoal das festas e do glamour da capital, as pessoas são de uma cumplicidade rara, a imagem faz-me lembrar a juventude quando saía à rua inserido num grupo, quando passeava e convivia com esse grupo, sem playstations ou clubes nocturnos onde as pessoas nem se falam; a imagem do passeio do grupo em bicicleta pelas ruas da cidade e a foto à porta do Salford Lads Club, com os seus portões verdes representa isso mesmo, o convívio puro e original entre pessoas, o oposto da grande cidade.

SOMOS PORTO E VAMOS GANHAR


Foi em 1139, depois de ter derrotado a sua mãe, que Afonso Henriques travou a sua primeira grande batalha contra os "Mouros" era ainda condado Portucalense o que em 1143 viria a ser reconhecido pelo Rei de Castela, Afonso VII, como Reino de Portugal, oficializado em Zamora.

"Foi aqui" (como diria o Prof. Hermano Saraiva) em Ourique, que os cavaleiros do templo investiram contra o "infiel" iluminados por Santiago, o padroeiro "matamouros" das forças Lusitanas que mesmo em inferioridade numérica derrotaram as poderosas tropas de Yasin maiores em número e armamento.

Amanhã será a Batalha de Ourique de todos nós; mesmo sendo contra o nobre povo do Minho e da sua Bracara Augusta, começará aí verdadeiramente a epopeia da conquista do grande troféu aos Sarracenos que culminará no "Cerco de Lisboa" de 1147, no nosso calendário à 29ª Jornada aos 2 dias do mês de Maio de Nossa Senhora do ano de 2010, nesse tempo será feita a crónica do embate final.

Fez o ultimato o Cavaleiro do Reino Nuno do Espírito Santo, coube ao ancião general tocar a rebate para reunir as tropas no chamamento à épica batalha; que novamente o espírito de Santiago esteja convosco nobre exército e que nesta nova cruzada sejamos abençoados com mais uma vitória.

Rezam as crónicas que vencemos desde 1893, como vêm mentem as crónicas; vence este nobre povo desde 1139 e o frio do aço da espada dos cavaleiros da ordem do Dragão mais uma vez irá trespassar o ventre da inglória do infiel, porque como é dito pelo grande guardião SOMOS PORTO E VAMOS GANHAR !

MADE IN PORTUGAL VI

AS CRÓNICAS DO PULIDO VALENTE - O Vasco Pulido Valente é nosso, é património de Portugal. Tem um pensamento muito avançado, um conhecimento político e histórico enorme, mais que cronista ou escritor, Pulido Valente é ensaísta, historiador; o que escreve é apetecível e sempre interessante e polémico.

Conheci-o n'O INDEPENDENTE teria eu os meus 15, 16 anos, comprava o jornal religiosamente às 6ªs feiras e começava sempre pela crónica.

Pulido Valente tem um ódio crónico pela mediocridade, mais ainda pela vulgaridade, é tão exigente que quando fizeram dele deputado ao fim de poucos meses abandonou a assembleia por achar pouco dignificante o trabalho que por lá se fazia.

Pulido Valente faz-me lembrar outro homem, Jorge de Sena, nascido e expulso de Portugal pelo Salazarismo, viveu no Brasil e morreu nos EUA, o grosso da sua obra são ensaios sobre a língua Portuguesa mas publicou dois volumes de um ensaio político sobre a sua vivência no Salazarismo, o "Reino da Estupidez" um conjunto de textos onde descarrega a mágoa de um homem que Portugal não mereceu, Sena foi ele próprio um protótipo para Pulido Valente, os contextos são diferentes mas a essência está ali.

Temo que Pulido Valente morra um dia como um desconhecido para muitos, goste-se ou não, ser mediocre ou vulgar nunca dignificou um povo, o Vasco Pulido Valente existe para ser "consumido" é uma pena se não for valorizado.

PARA GRANDES MALES, GRANDES REMÉDIOS



Eu deixei de ser "sebastianista" já há muito tempo, desde o tempo em que assisti ao assassinato político de Fernando Nogueira deixei de acreditar que valia a pena lutar por aquilo que achava ser justo.

Lembro-me perfeitamente desse famoso congresso o XVII do PSD, uma luta a 3, Nogueira, Barroso e Santana, cada um ao seu estilo o primeiro pacificador, num momento crucial para o partido onde o espectro do guterrismo pairava; outro radical, com o apoio dos barões, sulista, elitista e liberal como lhe chamou Menezes e ainda "last but not least" o sempre presente Santana Lopes, com uma retórica fascinante mas muito caudilho para meu gosto, com um estilo claramente a fazer lembrar Paulo Portas um "one man show".

Nogueira ganhou e toda a gente conspirou e atacou, o homem foi derrotado por fora e por dentro e partiu, para nunca mais voltar, com ele parti eu, parti de uma coisa que genuinamente adorava e em que acreditava mas deixei de acreditar.

Sempre detestei o aparelho, os votos negociados, a contagem de espingardas; desde o tempo de Cavaco que esperei em vão por alguém que tivesse perfil para se impor aos "jobs for the boys" alguém que tocasse no coração dos militantes levando-os a mandar ao bardamerda (passo o termo) o cacique local que lhes indicava o sentido de voto, pagando-lhe religiosamente as cotas como contrapartida.

Sinceramente que esperava que o PSD pudesse, com a história que tem e sendo filho de Sá Carneiro, produzir um candidato que me enchesse de orgulho, tenho uma simpatia grande por Rui Rio, tive o prazer de fazer campanha ao seu lado há muito tempo, ainda era Rio um excluído do PSD, votado ao ostracismo pelos outros, condenado a ser uma sombra.

Quando a sorte finalmente sorriu a Rio e a Câmara do Porto se tornou o seu destino, vi nele um reformista, sem medo, foi injusta a forma como guerreou o FCP e há-de ser uma mancha no seu honorável percurso de líder mas a coragem com que enfrentou um dos homens mais poderosos e amados no norte despertou em mim uma grande admiração pela sua figura, fugiu ao caminho fácil e enfrentou uma cidade que muitos enfrentaram e caíram aos pés da sua muralha Fernandina.

Por incrível que pareça, ao enfrentar o Dragão com a sua tenacidade, Rui Rio ganhou a admiração da mítica criatura, sendo aos dias que correm um líder acarinhado por tantos que o têm por homem sério e corajoso sem mácula.

Lembro-me de o ver saír à rua rodeado por adeptos do meu porto irados e revoltados, a coragem dele foi tanta que ninguém lhe ousou tocar, revelou uma aura que vi em poucos líderes do partido, uma força que o torna especial.

Lembro-me também quando tentou a refiliação no PSD, quando tentou acabar com o pagamento colectivo de quotas e com a confirmação das moradas dos militantes, lembro-me que ao lado do Professor Marcelo tentou lutar uma guerra impossível que obviamente o derrotou e o tirou das cupulas que costituem a direcção do partido.

Lembro-me também que foi ele que limpou a cidade, que acabou com o bairro de S João de Deus e que decretou o fim do Aleixo; lembro-me que foi ele que conquistou o Parque da Cidade aos especuladores, era tão fácil ter aceite dinheiro... E bem mais lucrativo, mas Rio não conhece a palavra fácil !

Lembro-me que foi pioneiro na instituição de medidas anti-corrupção na Câmara Municipal do Porto, que acabou com as obras estranhas e que deu um rude golpe na especulação imobiliária na cidade.

É difícil não ver em Rio um D Sebastião, um homem raro, sem excentricidades e vaidades, tecnocrata, reformista, com sentido de responsabilidade, preocupado com quem vive na maior e mais degradante das misérias e rodeado de traficantes de droga.

Rui Rio seria de bom grado o meu candidato mas não é.

Escolheu a nossa cidade para ficar e decidiu respeitar quem em nele depositou toda a confiança; talvez um dia venha e cumpra o que dele se espera; alguém que sinta o país como sentiu a cidade, alguém que não se subjugou à direita ou à esquerda, alguém que humildemente se disponha a ser o que não temos há muitos anos, um verdadeiro Primeiro Ministro.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

FUTEBOL NA LAMA

É a nova modalidade que surge em Portugal em substituição do tradicional desporto Rei, e hoje assistimos a mais um épico, obviamente jogado nos bastidores, palco maior do futebol Português, com toda a classe a que a um desporto assim é exigida.

Mais uma vez, para castigar o FCPorto ou um dos seus elementos, é marcada uma conferência de imprensa com dois intuitos: achincalhar a instituição e auto-promover o cretino que fala.

Refugiado em regulamentos estúpidos mas que estão lá e ignorando a má fé com que o processo foi conduzido em prejuízo dos "suspeitos do costume", lá segue a criatura, especialista em atropelar o Direito alegando que um qualquer mamífero que se encontre num túnel, mesmo não estando inscrito nem na Liga nem na FPF é efectivamente um "agente desportivo", encaixando assim que nem uma luva na moldura penal do processo, o castigo atribuído aos jogadores do Porto vilipendeando o princípio maior que deve ter uma lei que é o de fazer justiça.

O mais abstruso da situação é que reconhece a criatura que os jogadores do Porto foram provocados e levados no calor da acção a reagirem como qualquer pai de família ou pessoa de bem quando se sente insultado e humilhado ou seja, salvaguardar a sua dignidade; estranho é que sendo o provocador um elemento devidamente contratado para o efeito, a multa para quem o cangou seja ridícula e mais provocatória ainda quando comparada à pena aplicada para os atletas, 4 e 6 meses !!!!!! Simplesmente absurdo.

Mais absurdo ainda é verificar que o presidente da instituição da Liga de Clubes, sacode "airosamente" a água do capote quando diz que o concelho de justiça da Liga tem "total independência" demarcando-se de qualquer decisão proferida pelo orgão como um "Rei Salomão" de algibeira, sempre no sentido das palmas, alegremente conduzindo as vítimas ao seu calvário !

Contra tudo e contra todos e a vencer desde 1893, o Porto será penta-campeão, é a forma de o Divino fazer justiça por linhas tortas, assim o escrevo e assim o espero !

ESCUTAS

Acho deplorável que se viole o segredo de justiça, mais deplorável ainda, acho o condicionamento da imprensa por parte do poder político.

Quando está em causa o interesse nacional e a garantia das nossas liberdades tão duramente conquistadas desde o fim da Monarquia ao fim da 1ª República ao fim do Estado Novo e até ao 25 de Novembro, acho que a imprensa tem o dever de mostrar ao povo quem lhe come as papas na cabeça.

Estamos perante um caso assim, onde um grupo de cidadãos, pondo em risco a liberdade de opinião de um povo que os elegeu livremente, passa impune pela justiça fora com a salvaguarda de um Supremo Tribunal de Justiça e um Procurador Geral da República que fazem ouvidos de mercador a um magistrado de Aveiro que por razões óbvias achou que as famigeradas escutas constituíam matéria de crime.

É pois por essa razão que comprei e compro o SOL, que corajosamente expôs uma tramóia de enorme risco social, bem hajam por isso; lamento que se arraste a justiça por um mar de lama mas mais lamentaria passear pelas ruas "encornado" por um 1º Ministro no qual não votei.

POR UM PUNHADO DE DOLARES


O tema do "spaghetti western" de Sergio Leone assenta que nem uma luva a mais uma calhandrice socrática, desta feita, o protagonismo recai inteiro sobre um personagem que já em Espanha foi apelidado de "pesetero" tal o amor que a criatura devota ao verde das notas.

Mais uma vez, uma fundação serve o fim de iludir um encaixe financeiro por razões que em nada têm a ver com o altruísmo que deu mote à sua criação, são "pantanosas" estas fundações e duvidosos os fins a que se propôem, no fim da história e nas palavras do saudoso José Cardoso Pires "quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão !" e os mexilhões desta triste história foram o "encornado" presidente da PT, Henrique Granadeiro, os accionistas, os clientes e em última análize o estado "plebeu" na figura de consumidor final dos produtos da empresa e de detentor das tão famigeradas "Golden Shares"

Espreitemos então pelo buraco da fechadura :

Semanário SOL, 19/2/2010

Paulo Penedos (PP) - Advogado da PT assessor de Pedro Soares, membro da Comissão Nacional do PS

Marcos Perestrelo (MP) - Secretário de Estado da Defesa, membro do Secretariado Nacional do PS

PP: Vai para Milão (referindo-se a Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT), segunda-feira. Vai-se lá encontrar com o Figo, para com ele celebrar uma coisa um bocado pornográfica mas pronto.

MP: Que é o quê ?
[...]

PP: [...] ele há dias disse-me, muito contente, que tinha conseguido que o Figo apioasse o Sócrates [...] ligou-me a pedir que eu lhe fizesse um contrato de patrocínio para a Fundação Luís Figo, à razão de 250.000€ por ano.
[...]

MP : E isso aliás, vale muitos votos ! Essa m... em subsídios de desemprego...
[...]

PP: O gajo conhece toda a gente e mais alguma e toda a gente em que ele tropeça , do mundo da bola, de repente estão a apoiar o PS e o Sócrates, mas depois todos têm por detrás contratos... todos têm contratos... Até deve ser alvo de alguma risota não é ?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MADRID AQUI TÃO PERTO !



E porque não pedir mais uma taça ?

Afinal de contas não foi o Arsenal de : Clichy, Silvestre, Sol Campbell, Traoré, Sagna, Denilson, Rosicky, Diaby, Fabregas, Emmanuel Eboué, Nasri, Bendtner, Carlos Vela e Theo Walcott que veio perder por 2-1 ao Dragão ?

Claro que se formos ler a crónica do Sr. Pinhão lá n'A BOLA que certamente esta equipa de Londres será comparada ao Srª da Hora ou ao Padroense ou até ao Sporting de Arcozelo aqui da minha terra e mais uma vez com "batota" lá o Porto conseguíu ultrapassar outro desafio, sim porque nas fabulosas crónicas desses "avençados" jornalistas o Porto só ganha com "fruta" e "café com leite"...

Viram ? Não Gostaram ? Paciência...

O Benfica joga com quem ? Com o último classificado da Bundersliga ? O que dirão aos crónicas sobre este mítico embate ?

Clubismos à parte que ganhem e que tragam a taça para casa, era bonito mostrar a essa Europa do futebol que em Portugal não se brinca pois a contrário dos "paladinos da escuta" que vivem agarrados ao cotovelo já vão mais de 2o anos, eu logo estarei a torcer para que o clube da Luz garanta a eliminatória em Berlim.

SERÁS PAIXÃO ATÉ AO FIM !

Depois de quase uma semanita de interregno volto para dar vida ao blogue e numa semana de carnaval, nada como falar do desfile que teve lugar no estádio do Mar em Leixões com um dos mais carnavalescos Reis do futebol Português de seu nome Paixão.

O Paixão, reconhecido Rei carnavalesco gosta do protagonismo muito em especial quando arbitra os jogos do Porto e desta vez teve direito a desfile e tudo, então na segunda parte, o elenco deste Carnaval de Matosinhos enriqueceu de uma forma extraordinária com a entrada no desfile dos foliões vestidos à bombeiro e com os coletes a assinalar a equipa médica que de 5 em 5 minutos entravam numa folia pelo relvado adentro a tratar mais uma lesão gravíssima de mais um folião, desta feita travestido de jogador de futebol lesionado com a respectiva representação teatral, enfim; tudo em nome do espírito carnavalesco, foi uma partida que premiou a fantástica actuação da escola de Samba do Mar com um empate, tendo por cereja no topo do bolo os dois penaltis roubados ao Porto, um até deu amarelo ao Micael e o outro que se existisse tinha que mostrar o segundo mas a vergonha foi tanta que o Rei dos carnavais futeboleiros em Portugal até se fez esquecido...

Desta vez foi o bandido que levou o ouro, o Porto teve uma exibição pobre, dá-se mal este Porto em jogos onde não se joga e se previligia o antijogo.

O Porto oleado desta segunda volta quer grandes palcos e grandes equipas e não encontra soluções para jogar contra 11 à baliza !

É nesta hora que me lembro que um dos jogadores que mais poderia contribuír para fazer de "abre-latas" neste emaranhado de jogadores a jogar à "barreirinha" mas que infelizmente se encontra em prisão preventiva a aguardar a "justiça célere" (palavras de Hermínio Loureiro) do Rei Salomão Ricardo Costa !

O que vale é que na Europa o Porto mostra o que vale, o que é argumento quanto baste para calar a propaganda da "nomenklatura" vermelha !

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MADE IN PORTUGAL V


LICOR BEIRÃO - É uma coisa feita com eucalipto, o ouro verde, como uma vez lhe chamou o Álvaro Barreto ainda era ministro da agricultura.

Reza a história que foi inventado no sec. XIX por um tipo do Porto; faz sentido, é um vinho espirituoso se não fosse inventado por um frade ou por um Inglês tinha de ser um tipo do Porto...

Diz que era viajante e se enamorou por uma beldade da Lousã, filha de um farmacêutico, daí o beirão; como lá na farmácia do sogro se vendiam uns xaropes daqueles para pôr a malta a rir ( naquele tempo, as farmácias vendiam bebidas alcoólicas de recitas tradicionais com capacidades terapêuticas, sim claro, terapêuticas...) e o Portuense (se naquele tempo já existisse o FCPorto era Portista) lá inventou uma receita à moda dele que por sinal viria a ganhar um lugar na história.

Quando foi proibido às farmácias o fabrico de bebidas alcoólicas lá nasceu a fábrica, que entretanto mudou de mãos em 1940 devido à crise da segunda grande guerra, aí o Licor Beirão foi transformado numa marca de sucesso que perdura até aos dias de hoje.

MUSICAS DA MINHA VIDA VI



THE BEATLES - Happiness is a Warm Gun

Se abaixo falo dos Stones, só é justo que no mesmo hiato temporal fale dos Beatles, e se me refiro ao grande álbum dos Stones tenho de me referir ao grande álbum dos Beatles, obviamente que falo do Álbum Branco.

Eu divido os Beatles em três fases, é uma distinção minha, a fase do "Love me Do" mais pop, a fase do "Lucy in the Sky With Diamonds" e do "Yellow Submarine" das drogas alucinogénas e a fase final, mais madura, a fase do protesto e da politização em particular de Lennon.

A música tem várias interpretações, uma refere-se ao amor de Lennon por Yoko a outra porém leva-me a crer que acerta nas intenções do cantor; refere-se à sua dependência pela heroina sendo que "hapiness is a warm gun" se refere aos perigos intrínsecos da procura da felicidade por detrás de uma agulha.

O Álbum Branco é uma obra prima, além do seu extenso e fantástico reportório tem uma vertente política muito forte que viria não só a marcar a vida de Lennon... Como também a sua morte.

MUSICAS DA MINHA VIDA V



THE ROLLING STONES - In Another Land

Claro que o melhor álbum da melhor banda de sempre tinha que estar presente na minha lista, Their Satanic Majesties Request.

A par com o Sargent Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles, este album disputa o título de melhor álbum psicadélico de sempre, eu incluiria nesta lista o Strange Days dos Doors também muito bom.

Escolhi o In Another Land por várias razões, é um título psicadélico puro, cujo autor e intérprete é Bill Wiman o baixista da banda. Claro que quando falamos em Stones vê-nos logo à cabeça os nomes de Mick Jagger e Keith Richards, para não falar do falecido Brian Jones que foi durante muito tempo a alma da banda e o seu melhor músico.

Os Stones eram os filhos malditos do Rock da década de 60 a par com os Velvet underground embora os Velvet fossem mais urbanos e muito ligados à cena Underground Nova Yorkina.

Ouvir Wiman a cantar ao som do cravo mostra uma lado menos conhecido da histórica banda e como adoro o tema partilho convosco.

UMA MÃO VAZIA E A OUTRA CHEIA DE NADA

Está oficialmente aberta a época da caça ao pato !

A tão apregoada edição de hoje do SOL, publica 6 páginas daquilo que já toda a gente sabia, arrisca-se seriamente ao prémio de logro do ano e por incrível que pareça, o primeiro "pato" a cair foi o novo homem da moda, nada mais nada menos que o Sr. Rui Pedro Soares, pato quanto baste para publicitar através dos tribunais com a sua providência cautelar a tão esperada "bomba" que iria rebentar hoje, que graças à publicidade deste chico-esperto se veio a revelar no furo do ano.

A 3€ cada jornal, o SOL facturou como um leão e as tão esperadas escutas bombásticas foram nada mais que transcrições daquilo que vem a ser dito desde o "verão quente" do ano que passou.

Pergunto-me eu, será possível o caciquismo e o carreirismo dos partidos gerar com tanta eficiência jovens abortos políticos com tanta capacidade para dar tiros nos pés ?

A resposta à pergunta é : Rui Pedro Soares, administrador da PT.

Pela primeira vez na minha vida tenho de dar razão à Ana Gomes, acertou na mouche, o Youpie que subiu na vida sem qualquer mérito reconhecido apenas e só porque estava no aparelho estampou na testa do governo de Sócrates o estigma de censor; ao meter uma providência cautelar que impedisse a publicação da edição de hoje do SOL.

Isto no fundo é a história do Socratismo, uma geração de gente desprovida de ideais e de qualquer tipo de cultura histórica, pautada pela incompetêcia e pela avidez do tacho; a promoção na carreira é o objectivo primeiro destes "delfins" pagos a peso de ouro que tanto contribuem para a felência do Estado.

Sócrates fartou-se de dar tiros nos pés, revelou a pouca qualidade que tem para ser primeiro ministro, não soube reagir ás críticas que lhe fizeram, perdeu a maioria absoluta e pôs a nú a qualidade dos seus quadros de aparelho, primeiro com Vara depois com este aqui.

Será pedir muito quando o povo exge qualidade aos seus governantes ?

Será que é para isto que o Estado mantém as famosas Golden Shares em empresas estratégicas, para empregar este estilo de gente ?

Até quando sr. Sócrates vamos ter de o aturar ?

A LEI DE LAVOISIER

"Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"


CÁ SE FAZEM...

No Correio da Manhã de hoje diz assim "Moniz garantiu à ERC que o então ministro Manuel Pinho impediu o turismo de Portugal de adjudicar à TVI uma campanha publicitária no valor de três milhões de euros" no âmbito da campanha do Turismo de Portugal.

CÁ SE PAGAM.

Aqui podemos ver como a natureza encontra a sua forma natural de equilibrar as coisas.

Rui Crull Tabosa no Corta Fitas expõe bem o caso :

"
Manuel Pinho é socialista. Apoiou José Sócrates desde ainda antes deste ganhar as eleições de 2005, participou na elaboração do programa eleitoral do PS da altura, foi ministro 4 anos e defendeu sempre as políticas económicas, financeiras e fiscais dos últimos governos socialistas.

Ninguém lhe nega o direito de defender o PS. Mas não se pode dizer que se trata de uma personalinade independente e isenta.

No ano passado, Manuel Pinho foi demitido por José Sócrates por indecente e má figura, ao ter sido apanhado a fazer "os cornos" a um deputado em plena Assembleia da República.

Será possível que quem não tinha dignidade para ser Ministro, possa agora vir a ocupar o cargo de Governador do Banco de Portugal?"

Caro Rui, claro que a resposta às suas dúvidas poderá ser sempre encontrada nas leis de Lavoisier !

UM PEQUENO GÉNIO


RUI PEDRO SOARES


"Tem 36 anos e licenciou-se em Marketing no Instituto Português de Administração e Marketing. Entra na vida activa em 1998 no Banco Cetelem. É vereador do PS na Câmara de Lisboa e trabalha no site que lança a candidatura de Sócrates a secretário-geral. Depois da vitória, vai para o gabinete do secretário-geral e em 2001 entra na PT como consultor. Em 2005 passa a administrador."

Fonte : Correio da Manhã 12/02/2010

PS: ele há coisas fantásticas não há ?

A MAÇONARIA CONTRA-ATACA

Mário Soares condena 'ataques' a José Sócrates

O ex-Presidente da República Mário Soares afirmou que foi por três vezes primeiro ministro e «nunca» foi tão «atacado» como José Sócrates e considerou que as fugas de informação são «uma vergonha» para a Justiça portuguesa.

UM PARTIDO DOIS SISTEMAS

Ana Gomes publicou isto no seu blogue

"Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar escandalosamente mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado nos mais altos escalões.

Socialista encartado, dizem. Será, nunca dei por ele, que eu saiba nunca sequer me cruzei com ele.
Fraquinho no discernimento é, de certeza. Porque se não quis encalacrar os socialistas, foi exactamente isso que logrou ao accionar uma providência cautelar para impedir a saída do jornal SOL com mais escutas das suas ruminações telefónicas, justamente numa semana em que os socialistas procuraram desmentir quem clamava contra a falta de liberdade da imprensa.
E se investiu para abafar o jornal, a criatura também não percebeu que, ao contrário, projectava ainda mais longe a radiação solar.
Com bóis destes, para que servem ao PS os boys?"

HERE COMES THE SUN

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

MUSICAS DA MINHA VIDA IV



BAUHAUS - The passion of lovers.

Extraído do filme/concerto Archives feito pela banda, ainda hoje os Bauhaus reúnem um séquito de seguidores entre quarentões e teenagers no qual eu me incluo e lamentavelmente não estou no grupo dos teenagers mas paciência.

Desde que a banda acabou que esporadicamente se reagrupa em tournée, vieram ao Coliseu do Porto 2 vezes em 1998 e em 2005, fui aos dois concertos e digo-vos que irei ao terceiro.

Ao vivo, o quarteto é exactamente aquilo que apregoa, seguem um modelo Antonin Artaud de "o teatro e o seu duplo", a banda funde-se com o público e o expressionismo dramático de Peter Murphy torna o espectáculo contagiante mesmo para quem nunca ouviu.

Os Bauhaus eram modernistas no fim da década de 70 como o são hoje, é impossível classifica-los num contexto musical, fazem parte da história e fazem parte da minha juventude.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PORTO Vs. ACADÉMICA

É difícil quando uns remam para um lado e os outros para o lado oposto, achei sofrível ver jogar Valeri e Miguel Lopes, mais sofrível ainda foi ver jogar Orlando Sá que é verdadeiramente fraco, nem em frente à baliza isolado consegue marcar e o Farias nem vê-lo, nem no banco se sentou !!!!

No entanto deu para ver outro grande jogo de Mariano brindado com um magnífico golo, tive pena pois foi do lado oposto da bancada onde estava e a visibilidade não era perfeita mas foi pleno de oportunidade; o sr. Pedro Proença também decidiu entrar em jogo com um golo roubado como tem sido apanágio desta taça da liga e com um amarelo estúpido ao Álvaro Pereira por protestos, engraçado porque não o vi utilizar o mesmo rigor quando um jogador da Académica simulou penalti na área do Porto mas enfim...

Também falam de um empurrão que dava penalti contra o Porto... Enfim, nem vale a pena comentar, contra o Porto tudo é penalti !

Futebol jogado pelo menos houve na segunda parte, o cérebro do Micael aliado à velocidade do Varela devidamente acompanhado pelo A Pereira na esquerda partiram aquela Académica toda, se bem que temos que dar o mérito a uma Académica que enfrentou o Porto olhos nos olhos, que não meteu autocarro nenhum na baliza e que não marcou ao Porto por muito pouco !

Para não falar dos adeptos da Briosa, faziam quase tanto barulho como os Super Dragões, belíssima claque !

Espero que no Algarve jogue uma equipa mais extruturada com Fucile, Farias e Micael de início, os outros deu para ver que não comprometem, será um prémio merecido a uma equipa de segunda linha que com muito trabalho conseguiu atravéz de alguns elementos impor-se às primeiras linhas, nomeadamente no caso de Mariano e Tommy Costa, André Coelho e Maicon também têm dado uma excelente réplica.

Parabéns Porto, agora tragam o caneco !


MAIS UM

Nada que muitos não estivessem à espera, depois das atuardas no Parlamento Europeu, Paulo rangel assume-se como candidato a presidente do PSD

FRASES LAPIDARES



O exmo. preclarado presidente da liga, ou seja, o Hermínio botou faladura :

"Desde o primeiro dia em que entrei na Liga, optei por não fazer qualquer consideração, quer em matéria disciplinar, quer em matéria de arbitragem. São sectores com uma autonomia sem precedentes"

Pois é Hermínio, a culpa nunca é tua...

"O que posso garantir aos adeptos é que a Liga procurou criar todas as condições para que tudo funcionasse de forma correcta e célere"

Óh Hermínio, com que então "correcta" e "célere", és o espelho deste país, "correcto" e célere"...

"Espero que o futebol encontre pessoas disponíveis para seguir este caminho de regeneração e credibilidade, que o futebol vive neste momento"

Óh Hermínio, onde é que tu ouviste isso ? Na rádio do Hugo Chavez talvez...

" A Liga é, hoje, uma instituição apetecível. Tem uma equipa profissional de grande qualidade"


Sim Hermínio, grande qualidade...

"É uma casa organizada, também do ponto de vista financeiro"

A liga ou tu ? Não me digas que também há lá petróleo ?

in MAISFUTEBOL

PS: Palavras para quê ? É um artista Português...